Manaquiri define novos vereadores após fraude levar à cassação de mais da metade da Câmara Municipal; veja nomes
Justiça Eleitoral anula votos de vereadores do PSD e do PL em Manaquiri por fraude A recontagem dos votos das eleições municipais de 2024 em Manaquiri, no in...
Justiça Eleitoral anula votos de vereadores do PSD e do PL em Manaquiri por fraude A recontagem dos votos das eleições municipais de 2024 em Manaquiri, no interior do Amazonas, redefiniu a composição da Câmara Municipal após decisão da Justiça Eleitoral que cassou os mandatos de mais da metade dos vereadores do município, eleitos pelo PSD e PL. O procedimento foi realizado automaticamente no cartório eleitoral do Careiro, responsável também pelo município de Manaquiri. Inicialmente, foram excluídos do sistema os votos recebidos por todos os 12 candidatos do PL e os 12 do PSD, entre eleitos e não eleitos. As duas siglas foram punidas com a perda total dos votos após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) entender que houve fraude à cota de gênero. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo a decisão, os partidos teriam lançado candidatas fictícias apenas para cumprir a exigência legal de que ao menos 30% das candidaturas sejam destinadas a mulheres. Com a anulação dos votos, os três vereadores eleitos por cada partido tiveram os mandatos cassados. Após a nova totalização, seis parlamentares foram declarados eleitos: Aldenir Souto (MDB) Nilson Paulo (MDB) Ney Magalhães (União Brasil) Walesca Reis (PT) Joel Batista (PSDB/Cidadania) Lúcia Matos (Republicanos) Lúcia Matos foi a única que não esteve presente no ato de recontagem. Além do juiz eleitoral da região, a promotora que recebeu a denúncia inicial sobre a fraude também participou do ato. A Câmara Municipal de Manaquiri deve ser formalmente notificada até esta quinta-feira (12) e terá o prazo de cinco dias corridos para dar posse aos novos vereadores. Câmara Municipal de Manaquiri. Vinicius Assis/Rede Amazônica Cassação dos vereadores De acordo com o TRE-AM, os seis vereadores cassados em Manaquiri não apresentaram recursos dentro do prazo, encerrado em 2 de fevereiro, e deveriam interromper as atividades a partir da comunicação formal do Juízo Eleitoral ao presidente da Câmara Municipal. Tiveram os mandatos cassados: Bruno da Nonata (PSD) Janderli Carvalho (PSD) Érica Freitas (PSD) João Moura (PL) Gesse Ventura (PL) Valdemar Bandeira (PL) Durante a abertura do ano legislativo, na terça-feira (3), os seis vereadores compareceram à sessão normalmente e usaram a tribuna da Câmara Municipal para se defender. Nos discursos, o tom foi marcado por referências religiosas e os vereadores cassados foram tratados como “injustiçados”. A solenidade também contou com a presença de autoridades locais.